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  • Foto do escritorJornal do Juvevê

Stultus est equus meus



O cara era dono de um bar aqui perto, só que passava mais tempo no bar do Dionísio do que na própria casa. Tinha um papo! Viche!!! Tudo ele tinha, tudo dele era melhor, maior, mais incrível, o the best.

Fazenda, dinheiro, patrimônios, tudo é exagerado. Quem o conhece sabe com quem está lidando.

Sei lá se saúde mental, puro prazer, mania, não dá pra entender. O fato é que o cara viajava.

Outro personagem, Agostinho, esse sim, fazendeiro, com posses, responsável, muito boa gente e simples.

Num dia de beras os dois começam a conversar. Agostinho comenta:

-Tenho dois cavalos sobrando na fazenda, são bons animais, mas não tenho mais utilidade para eles.

-Qual o preço? Boto eles na minha chácara.

Combinam o preço, fecham o acordo, sem data marcada, sem sinal de negócio, sem formalização nenhuma, só no “papo”.

De repente, meses depois, estaciona em plena João Gualberto uma Toyota Bandeirantes com aquela grade para transporte de animais, vinda de Cerro Azul com dois equinos na carroceria.

O cinto aperta, tem testemunhas, como negar?

Toca levar os cavalos para uma chácara cujo tio do mentiroso era o caseiro.

Neste ínterim, todos no bar do Dionísio se partem de rir. Que coisa!


Watson


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