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Será que a decepção nos molda ou nos ensina?


É tão comum acreditar que aquilo que você está fazendo está certo. Que nossos atos praticados são em benefício de um todo. Nessa corrente de fazer o bem sem olhar a quem, colocamos em primeiro lugar os outros, nós, vocês, eles e os outros novamente, tudo feito de forma com que se atinja o objetivo, que é fazer o certo. Até que chegamos a um ponto de divergência e nós perguntamos: certo para quem?


Na dúvida encontramos algumas certezas e entendemos que a vida nem sempre vai nos sorrir e nos dar uma estrelinha de bom comportamento que acreditamos merecer. Por mais estranho que pareça, nunca nos acostumamos de que nem sempre tudo é perfeito e muito menos do jeito que queremos que seja. As pessoas nos decepcionam e muitas vezes nós a elas. Nesses lapsos de entendimento, criamos monstros que guardamos embaixo da cama que no escuro dos nossos pensamentos alimentamo-nos, tornando-os cada vez mais fortes, fazendo com que cresçam cheio de vida e de opinião própria. Independentemente da idade que tenhamos, das experiências que já vivemos, sempre esperamos por um reconhecimento que pode significar uma libertação, um sinal positivo que nos indica que podemos seguir em frente. Agarramo-nos nesses pequenos fragmentos de satisfação que acolhem o coração solitário do fazer. E então, com a alma cheia de esperança, prosseguimos em busca de uma perfeição inatingível. Mas o que não sabemos é que ali debaixo daquela cama, no escuro onde habita o nosso monstro de estimação, existe uma verdade única e totalmente egoísta.

A nossa.


Daniela Amaral

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