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Procrastinação

Atualizado: 22 de mar.

Os desafios de quem deixa tudo para depois

*Laura (personagem fictícia) é uma jovem que sofre com o hábito de procrastinar ou simplesmente deixar as tarefas para depois: os estudos, o trabalho e os cuidados com o lar, são costumeiramente “empurrados” para outro dia, mesmo que este comportamento ocasione frequente mal estar.

 

Assim como Laura, você já pensou em fazer coisas que não colocou em prática? Aquele curso de pintura, as aulas de natação, aprender tocar um instrumento musical ou cozinhar uma receita nova. Aqui eu cito propositadamente atividades que seriam prazerosas e que mesmo assim são adiadas.

 

A procrastinação afeta a vida de muitas pessoas, nas mais diversas áreas e transforma atividades corriqueiras em grandes desafios. Em minha prática profissional me deparo com pacientes cujas crenças alimentam o medo do fracasso, o perfeccionismo ou até mesmo amparam uma certa minimização da importância das tarefas, aquele conhecido “depois eu faço rapidamente”.

 

É importante ressaltar que o ato de procrastinar tem uma função protetora, visto que afasta a possibilidade de falhar na execução de determinada tarefa e assim acaba por evitar não apenas a autocrítica mas também o julgamento de terceiros.

 

Qual a resposta para o fato de estar constantemente adiando não apenas o que é aversivo, mas também algo ligado ao prazer e satisfação?

 

A chamada “regulação emocional” - a capacidade de identificar, compreender e gerenciar as emoções, processo de grande importância para auxiliar na manutenção da saúde mental. Uma pessoa emocionalmente regulada vai visualizar as situações da vida da forma como elas realmente se apresentam, não vai se deixar levar pelos pensamentos negativos e disfuncionais que a fazem acreditar no pior de cada situação.

 

Sendo a regulação emocional responsável pela forma como a pessoa vai agir diante das situações, uma vez enfrentando situações difíceis, a pessoa encontrará uma maneira saudável e assertiva para solucionar seus problemas. 

 

Sabendo que a procrastinação é uma questão de regulação emocional, que tal começar a trabalhar nessa questão? Procrastinar pode vir a se tornar um “hábito” e trazer grandes prejuízos, portanto, não espere a situação chegar a um ponto de insustentabilidade para buscar ajuda.

 

Cláudia Ducci Hartmann

Especialista em Terapia cognitivo-comportamental

CRP 08/37672

@psi.claudiaducci

 

Revisor: Maurício Ducci Hartmann

 

Sirois, F., & Pychyl, T. (2013). Procrastination and the Priority of Short-Term Mood Regulation: Consequences for Future Self. Social and Personality Psychology Compass, 7(2), 115-127. doi:10.1111/spc3.12011

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