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  • Foto do escritorJornal do Juvevê

O pentelho




Havia um morador de rua que não saia de perto do bar, vivia rodeando e pentelhando, pedindo, assediando as mulheres, provocando os fregueses, deixava o Dio louco.

Borracha, essa era a alcunha do xarope, não podia ver oportunidade que aprontava, quando a casa estava cheia e alguns bebiam perto da porta, Borracha bebia em seus copos, roubava a cerveja, incomodava até que Dionísio saia a sua caça.

Houve uma ocasião que o cara aprontou tanto que Dionísio perdeu a cabeça, correu atrás do sujeito e meteu-lhe um belo pé na bunda.

Seu Alexandre ao ver a cena chama o Dio num canto e aconselha:

- Dio, não briga não, faça o seguinte, deixa um balde cheio de água no jeito, quando ele estiver aprontando joga a água nele. Fiz isso com um povo que vinha todo domingo de manhã bater no meu portão pra falar de religião. Nunca mais apareceram.

Vai dar certo, pensou Dionísio, ele não tem outra roupa pra trocar e ficar molhado com frio vai ser bem desagradável.

Não demorou muito para o pentelho aprontar novamente e Dionísio reagiu dando um banho no meliante. “Esse não aparece mais” imaginou.

Que nada, o sujeito continuou a incomodar e quando Dio chamava a atenção ele gritava:

- Seu Dionísio, o senhor pode me xingar, pode me bater, só não me joga água, pelo amor de Deus!


Watson

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