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  • Foto do escritorJornal do Juvevê

O Moldava.



Junior e Abílio começam a beber e conversar, pouco a pouco a bebida faz efeito.

Abílio é paulistano com aquele sotaque típico, com palavrões fáceis. Junior, curitibano, conversador. Ambos homenzarrões, cabeças raspadas, o primeiro pardo, o outro branquelo, já falam alto por natureza.

Mais bebida e mais conversa: ...orra meu! Tamo junto mano! Seu loco! Cada vez com alguns decibéis a mais.

Bebem, conversam, gritam, às vezes parece que vão sair no tapa e de repente um abraço.

A conversa não para e a bebida também não: Dá mais uma aí car...! Mais bate boca, mais elogios e abraços.

Em volta deles começa a surgir um vazio, as outras turmas vão se afastando porque não dá pra conversar ali. Um decibelímetro nessa hora explodiria.

A catarse é profunda, da rua os passantes olham curiosos para aquela balburdia. Da tv só se tem a imagem. É a corredeira do Moldava. Já não se ouvem, falam ao mesmo tempo, se xingam e se abraçam.

Então vem a “rebordosa”, o desequilíbrio, a fala mole, o torpor, o silêncio, o cochilo no balcão, o Moldava chega ao Elba.

Como na obra de Smetana que descreve o Rio Moldava ou Moldávia que da nascente tranquila, passa por corredeiras e termina calmo no encontro com o Elba, assim foi o encontro desses grandes amigos.

Não é coincidência... O Moldava nasce na Boêmia.

Watson

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