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O legado do BRDE que transforma vidas por meio do crédito customizado


Desde jovem, sempre fui movido em transformar a vida das pessoas e, quando assumi a Direção de Operações e posteriormente a Presidência do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), tive a oportunidade de colocar isso em prática. Com a confiança do governador Carlos Massa Ratinho Junior e da sociedade paranaense, contribuí com a instituição durante cinco anos a partir dos meus conhecimentos. Também aprendi e encarei o desafio ao lado de uma equipe gabaritada de dar visibilidade ao Banco, que, por meio do crédito transforma sonhos em projetos e realizações.


Com praticamente 63 anos de existência, o BRDE dispõe das condições necessárias para atender praticamente todas as camadas de empreendedores por meio da oferta de crédito customizado. Com nossos analistas, trabalhamos junto com os clientes abraçando projetos, ajustando ideias e adotando a linha de financiamento mais compatível. Com isso, ampliamos o alcance social do Banco, gerando impactos econômicos positivos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e flexibilidade nos prazos, além das possibilidades de repasse de fundos nacionais e internacionais.


Mesmo sabendo que o agronegócio está no DNA do BRDE, entendemos que o momento era de diversificação das fundings. Dessa forma, investimos em projetos de inovação e nos tornamos o maior banco do Brasil a operar repasses de recursos desta área por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).


Com olhar para o futuro, criamos o primeiro Banco Verde do Brasil, aumentando significativamente a oferta de financiamentos ligados à sustentabilidade e à proteção dos recursos naturais. Entre os projetos beneficiados, estão iniciativas ligadas à prevenção e controle da poluição, proteção e restauração da biodiversidade, mitigações e adaptações às mudanças climáticas, transição para a economia circular, agropecuária sustentável, equidade e inclusão econômica e cidadã.


Entre 2019 e 2024, contratamos R$ 4,087 bilhões em operações diretas na região Sul relacionadas a operações do Banco Verde, além de R$ 367,1 milhões em operações indiretas, realizadas por convênios com pequenos produtores rurais, geração de energia solar, inovação no campo e aproveitamento de biomassa, plantio florestas para exploração comercial. Em geral, as linhas de crédito foram voltadas ao agronegócio, cidades, indústria e comércio sustentáveis, energia limpa e renovável, gestão de resíduos e eficiência energética.


Implementamos de forma permanente o Fundo Verde, em que parte dos recursos são oriundos dos resultados operacionais do próprio BRDE, em parceria com a Fundação Araucária e a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), a fim de promover chamada pública para projetos socioambientais. Com investimentos na ordem de R$ 3,2 milhões, fomentamos atividades de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PD&I). Por meio de recursos não reembolsáveis, criamos um modelo de política de sustentabilidade efetiva para a promoção do bem-estar da sociedade.



Em conjunto com a Fundação Boticário, começamos a estruturar projetos no bioma Mata Atlântica com o uso do Fundo Verde. Também desenvolvemos parceria com a Coalizão LIFE de Negócios e Biodiversidade, formada por empresas ligadas à transformação dos modelos de negócio que reconhecem a biodiversidade como parte fundamental da agenda ESG global, a fim de desenvolver métricas sobre nosso papel de Governança Ambiental, Social e Corporativa e gerar impacto real, sobretudo na questão climática.


As variações mais expressivas na carteira de crédito do banco ocorreram em 2022 e 2023, quando houve um aumento de 11,18% e 14,67% respectivamente em relação aos anos anteriores. Um fator que possibilitou a expansão da concessão de créditos no período foi a captação de recursos, representada pelos depósitos a prazo, empréstimos e repasses. As captações obtidas pelo Banco foram de R$ 10,7 bilhões em 2014 para R$ 15,6 bilhões em 2023, um aumento de 45,34% no período.


BRDE passou a operar com empréstimos e repasses do exterior, obtidos junto aos fundings internacionais, em 2018 – ano em que essas operações totalizaram R$ 40,4 milhões. Em 2023, o saldo final foi de R$ 1,9 bilhão – um aumento de 4.639% em cinco anos. O aumento do saldo de fundings internacionais no período evidencia a diversificação de fontes de recursos com que o BRDE opera. Em 2014, eles representavam 0,3% do total de empréstimos e repasses, contra 12,4% em 2023.


No período em que atuei como diretor financeiro, o BRDE ingressou oficialmente no mercado de capitais, passando a ter condições de diversificar suas fontes de captação de recursos e ampliar o acesso dos investidores a novos financiamentos. A expectativa é de captar cerca de R$ 150 milhões por meio da nova operação no mercado em um primeiro momento, o que fará com que o BRDE possa emitir instrumentos financeiros de dívida bancária (a exemplo de LCAs e CDBs), como uma alternativa de funding para abertura de novas frentes de negócio.


Como um banco, somos representados muitas vezes por números, mas sempre fomentei com minha equipe o espírito humano, de lembrar que em cada contrato, patrocínio, capacitação ou parceria existiam pessoas que acreditavam em seu negócio, o que representa um valor imensurável.



Por isso, estimulamos empreendedorismo feminino por meio do Programa Empreendedoras do Sul, oferecemos formação básica e gratuita de desenvolvedores para alunos do Ensino Médio da Rede Pública e disponibilizamos uma linha de crédito para empreendedores de 18 a 29 anos.



Por meio de acordos de cooperação técnica com entidades comerciais e de inovação, ampliamos nossa atuação no interior do Paraná para garantir um atendimento personalizado em cada região. Atualizamos o aplicativo do BRDE para facilitar o primeiro atendimento ao cliente. Após a sanção do Marco Legal das Startups, promovemos o BRDE Labs (programa de inovação aberta), alcançando projeção nacional ao contratar startups e conquistar o terceiro lugar na categoria de Inovação Ambiental promovida pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap).



A Moody´s Local, umas das principais agências de classificação de risco de crédito, elevou o rating de emissor do BRDE para A+.br de A.br, com perspectiva positiva. O principal fator que definiu a revisão para melhora do grau de risco se refere a uma melhoria gradativa da estrutura de captação de recursos e do acesso do BRDE a recursos de bancos internacionais.



Em 2021, o BRDE operou com depósitos a prazo com a emissão de Recibos de Depósito Bancário (RDBs). Ao final daquele ano, os RDBs somavam R$ 31 milhões, passando para R$ 78,3 milhões ao final de 2023 – um crescimento de 153%.


Em parceria com o Instituto Paranaense de Desenvolvimento (Ipardes), mensuramos os impactos socioeconômicos das contratações realizadas pelo BRDE na Região Sul, que revelaram cerca de R$ 4 bilhões injetados na economia dos três estados por meio de financiamentos diretos, indiretos e induzidos. Cerca de 46,3 mil empregos formais e informais foram criados pelas contratações, sendo 19,8 mil de forma direta, 14,4 mil indiretamente e 12,1 mil por meio do chamado efeito-renda, no exercício de 2022. A estimativa é de que a concessão de crédito pelo BRDE também incrementou em cerca de R$ 1,549 bilhão à massa anual de rendimentos dos trabalhadores.


O legado do BRDE sempre foi e sempre será a promoção do desenvolvimento econômico e social de toda a Região Sul. Com sua natureza de banco de desenvolvimento, é gigante em número de operações, contratações, participação em feiras e eventos internacionais e, sobretudo, um Banco que acredita no sonho de pessoas. A jornada no BRDE contribuiu para a transformação na vida de pessoas, reavivar o orgulho de trabalhar no Banco, mudar a mentalidade de inovação e sustentabilidade, além de transformar conceitos acadêmicos em ações práticas com impacto real na vida das pessoas.


Fonte: BRDE

Foto: La Imagem

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