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  • Foto do escritorJornal do Juvevê

Júlio Camarão


Júlio é nosso companheiro de cerva e de prosa, é um homem grande (e um grande homem), moreno, auto define-se 50% Sueco 50% Pataxó, comerciante de pescados, traz uns camarões da Patagônia enormes e saborosos, por isso nas listas de contato, para ficar fácil encontrar, aparece como “Júlio Camarão”.


Atencioso, riso fácil, puxou ao pai que foi da geração anterior de frequentadores do Bar do Dionísio e que merece e será homenageado aqui com uma de suas histórias.


Voltando ao camarão, ops, ao Júlio, que tem um excelente humor, que é de uma calma e tranquilidade impressionantes e contagiantes, se alguns nervosinhos se aproximarem dele logo se acalmarão (outro trocadilho deste e perco os dois leitores que me restam).


E tem um morador de rua, do qual ainda não conheço o apelido, que conhece o bom coração do Júlio e que todo dia passa olhando para o interior do bar procurando por ele, se não está vai embora desiludido, se está entra e pede um corote ou um dinheirinho.


- Me ajuda com um corote?


- Você não disse que ia parar de beber?


- É muito difícil.


- Dionísio! Dá um corote para o rapaz.


Nas rodas de conversa surge então a brincadeira e passam a identificar o pobre pedinte como filho do Júlio. O pai assume a paternidade dando mais coro às gozações. É por essa razão que não sei o nome do ser errante, todos se referem a ele como “o filho do Júlio”.


Em comparação com o humorista da escolinha que bradava “Camarão é a mãe”...


...Júlio Camarão é uma mãe.


Watson

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