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  • Foto do escritorJornal do Juvevê

Giovana


Me toca o celular, whats app:


- Watson, sou Giovana. Me deram seu contato lá no Bar. Sou estudante de artes na França e soube que você conta causos de boteco. Gostaria de conversar com você porque estou fazendo um trabalho sobre isso na universidade.


- Ok. Podemos conversar. Estarei no bar por volta das 19h.


Me aparece a criaturinha, 20 e poucos anos, linda, trazendo um violão (pensa no violão!), cheia de prosa e de curiosidades. Quer me filmar. “Não, deixa pra lá, tô muito feio, vamos só conversar.”


Conversamos sobre os contos de boteco e percebo que ela está muito mais preocupada em estudar as pessoas, os frequentadores do boteco. Diz que faz artes plásticas. Mas sei lá se não é sociologia.


Bem, sugiro a ela que leia os contos, que ali estão mais informações do que eu poderia passar naquele momento.


Conversamos sobre técnicas, motivações, alcance, sobre tudo.


Conversa bem contada e ela precisa ir. Tem que passar no mercado, que já vai fechar.


Aí, pergunto sobre o violão. Ela o tira do case, me dá para experimentar. (que joia!) Depois retoma o instrumento e nos brinda com clássicos da MPB. Voz linda, bem empostada, divisão perfeita.


Ouh là là! Vive la France!


Antes de publicar esse causo enviei o arquivo para a Giovana e pedi sua permissão. Ela me respondeu com um áudio emocionante, disse que colocou no projeto a conversa que tivemos naquele dia e cogitou se um dia apareceria nos meus contos. Pois aqui está.


Não sei que imã tem esse bar. Como é que tudo que é bom vem aparecer aqui?


Watson




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