top of page
  • Foto do escritorJornal do Juvevê

Dia Internacional da Mulher

No dia de hoje, data em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, a Coluna Vida Plena Psi gostaria de prestar uma merecida homenagem a todas as mulheres do mundo e para tanto escolhemos algumas brasileiras para representar a todas nós.

São personagens conhecidas que se destacaram nas suas áreas, enfrentaram desafios, inúmeras injustiças, romperam barreiras, tornaram-se referência e servem de exemplo e inspiração, merecendo ser não apenas hoje, mas para sempre lembradas.


No campo das ciências:

Enedina Alves Marques (1913-1981)

Filha de um lavrador e uma empregada doméstica, em 1945 formou-se em engenharia civil pela UFPR (Universidade Federal do Paraná).


Primeira engenheira negra do Brasil, tendo na sua turma 32 engenheiros, todos homens brancos.


Enedina foi professora, trabalhou como chefe em obras públicas e no desenvolvimento do Plano Hidrelétrico do Paraná.


Jaqueline Goes e Ester Sabino

Cientistas brasileiras, a biomédica Jaqueline Goes de Jesus e a imunologista Ester Sabino ficaram conhecidas por terem sequenciado o genoma do novo coronavírus 24 horas após a confirmação do primeiro caso de Covid-19 no Brasil.


Jaqueline desenvolve pesquisas na área de arboviroses emergentes e faz parte de um projeto de mapeamento genômico do vírus Zika no Brasil.


Ester é pesquisadora do Laboratório de Parasitologia Médica, com trabalhos sobre HIV, doença de Chagas e anemia falciforme.



Na literatura: Cora Coralina (1889 - 1985)

Pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, nasceu na Cidade de Goiás, em 1889 e faleceu em 1985.


Seu primeiro livro foi publicado em 1965, quando a autora tinha 75 anos.


Mas só foi reconhecida aos 91 anos, quando o poeta Carlos Drummond de Andrade escreveu um artigo sobre ela para o Jornal do Brasil, em 1980.


Na área da saúde: Nise da Silveira (1905-1999)

Nascida no ano de 1905, em Maceió, a doutora Nise foi responsável pela




revolução da psiquiatria no Brasil e no mundo. Dotada de grande inteligência e inquietação, ousou ir na contra-mão dos médicos que usavam métodos pouco humanizados em seus tratamentos psiquiátricos, como o eletrochoque.


Uma das primeiras mulheres a formar-se em medicina no Brasil, inspirada em Carl Jung, destacou-se por usar a arte como forma de expressão no tratamento de seus pacientes.


Quebrou paradigmas e deixou um legado como mulher, estudiosa e médica, além de que pode-se afirmar que foi a precursora na Luta Antimanicomial no Brasil.

A ela pertence a frase:

“Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas muito ajuizadas.”


Educadora e primeira feminista do Brasil



Nísia Floresta (1810 - 1885) -

Nascida em Natal, Rio Grande do Norte, Nísia Floresta Brasileira Augusta, escreveu o seu primeiro livro, Direitos das mulheres e injustiça dos homens, com apenas 22 anos.

Alguns anos depois, abriu um colégio para meninas, com o diferencial de que o ensino não se limitava à costura e trabalhos domésticos, mas ensinava também gramática, matemática, ciências, música, entre outros. Sofreu muitas críticas por conta disso, mas ficou conhecida como a primeira feminista brasileira.

Em sua homenagem, a cidade em que nasceu - antiga Papari - passou a se chamar Nísia Floresta.


Cláudia Ducci Hartmann

Psicóloga CRP 08/37672

duccihartmann@gmail.com

@clau.duccihartmannpsi


fontes:






44 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Autismo

Σχόλια


bottom of page