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Dia Internacional da Mulher


O Dia Internacional da Mulher não é apenas mais um dia voltado para o comércio de flores, presentes e bombons.


No ano de 1910, durante a II Conferência Internacional das Mulheres em Copenhague, na Dinamarca, a feminista marxista alemã, Clara Zetkin, propôs que as trabalhadoras de todos os países organizassem um dia especial das mulheres, a fim de alcançar o direito ao voto feminino.


No dia 08 de março de 1917, mulheres tecelãs e mulheres familiares de soldados do exército tomaram as ruas de Petrogrado, atual São Petersburgo, por “pão e paz”, convocando o operariado de fábrica em fábrica contra a monarquia e pelo fim da participação da Rússia na I Guerra Mundial.


Em 1921, na Conferência Internacional das Mulheres Comunistas, o dia 8 de março foi aceito como dia oficial de lutas, em referência aos acontecimentos de 1917. A data foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975.


Em outras palavras, a origem da comemoração do Dia Internacional da Mulher está diretamente relacionada com a luta pelos direitos da mulher.


É relevante recordar que a sociedade ainda mantém muitos elementos machistas, como a desigualdade de poder e violência de gênero, resquícios do passado que estão em processo de desbotamento desde a Constituição Federal promulgada em 1988.


Esses elementos resultam numa compreensão coletiva de que em uma relação, a mulher é responsável pelo lar e pelos filhos, enquanto o marido seria o principal fornecedor de renda, essa realidade, que vem se transformando ao longo do tempo, ainda é mantida na mentalidade de muitas pessoas. Por consequência, a mulher é obrigada a, sozinha, conciliar o lar e o trabalho, o que tende a ser um desafio.


Nesse sentido, Schiebinger (2001, p. 181) comenta que, “para uma mulher que trabalha,

uma família é um encargo importuno, uma bagagem extra que ameaça obstruir sua carreira.


Embora as mulheres ainda vivam por mais tempo que os homens, combinar as responsabilidades incompatíveis de trabalho e família pode ser prejudicial à saúde de uma mulher.”


As mulheres têm conquistado seu espaço nos mais diversos âmbitos profissionais, por meio de lutas pelo seu poder de escolha e seus direitos, sem deixar de lado nenhum aspecto de suas vidas, mas a luta ainda não acabou. Enquanto houver opressão e desigualdade, ainda será necessário impor a voz feminina, acima de todo o preconceito estrutural, fazendo valer dos direitos adquiridos, para que os males do passado não se repitam.


Fontes:

https://www.brasildefato.com.br/2019/03/08/marco-das-mulheres-or-a-verdadeira-historia-do-8-de-marco

SCHIEBINGER, Londa. Ciência e Vida Privada. In: O feminismo mudou a ciência? Tradução de Raul Fiker. Bauru, SP : EDUSC, 2001. p. 181 – 201.



Cecília Ferreira Leal: Escritora, Historiadora e Bacharela em Direito.

Cel.: (41)98904-6803

E-mail.: ceciliafleal@outlook.com

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