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  • Foto do escritorJornal do Juvevê

Bom de papo


Tem um cidadão que aparece de vez em quando lá no bar, pede uma cerveja e uma dose de cachaça e conversa.


Conversa não, fala, fala e fala. O cara é tão chato que Dionísio já não o serve mais. Ainda assim ele insiste:

- Você tá servindo os outros. Por que não quer me servir?

- Porque você é muito chato, não deixa os outros conversarem, não para de falar.


Dias destes, o Dionísio precisou sair e deixou a Beth atendendo no bar. Eis que chega o sujeito, pede uma cerveja e uma cachaça. A Beth, desavisada, fornece as bebidas e... Pronto.

- Porque onde eu morava tinha onça. Eu matei sucuri no dente. Cascavel lá parecia macarronada.

Júlio avisa a Beth: “Esse aí é muito chato, o Dio não serve mais ele.”

E o cara continua:

- Lá tinha “trocentos” alqueires e dava de tudo, feijão, mandioca, frutas a dar com o pau.

- Não dá pra trocar o disco? – Pergunta um dos frequentadores.

- Disco? Tenho uma coleção. De Chitãozinho e Xororó tenho todos. Mais Roberto Carlos, Wanderléa, Amado Batista... Vê mais uma rodada Dona Beth.

- Não senhor. O senhor não dá sossego.

- Poxa, dona Beth! Agora que a conversa estava ficando boa!



Watson

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