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  • Foto do escritorJornal do Juvevê

Blits.


Beth atendia o bar naquela noite. O movimento muito calmo. Havia apenas três fregueses no bar, todos passados dos 70 anos. Seu Marcos era um deles. Todos vividos, experientes, debochados e já um pouco embriagados.


Acontece que houve um assalto na região e a PM fez uma varredura no entorno.


Uma equipe com sangue nos olhos entrou no bar. Talvez por força da adrenalina, armados até os dentes, gritando palavras de ordem: “Mãos na parede”, “Abram as pernas”. Começaram o passa a mão sem se dar conta do tipo de malandros que revistavam.


A cena era inconcebível, quatro enormes brutamontes munidos de espingardas e pistolas abordam com excesso de rigor três pobres velhinhos.


Longe do medo da repressão, os três começaram a conversar entre si e zombavam da situação, zombavam dos guardas, riam enquanto eram revistados. Fizeram piadas com a mão do PM que revistava.


Dada à graça com que enfrentaram a abordagem, um dos policiais mais relaxado se deu conta da ação equivocada e alertou os colegas.


- Sinceramente pessoal. Vocês acham que esses senhores têm alguma condição de assaltar alguém?


Por fim entraram na brincadeira com os velhotes e rapidamente a pretexto de continuar com a missão abandonaram o bar.


O comentário depois era que: Foram embora tão rapidamente fugindo das piadas e gozações que lhes aplicavam os mais velhos.


Watson

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