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  • Foto do escritorJornal do Juvevê

Bar dos Dionísios.


1 – Baco.

Segundo o Google: “Baco é considerado o protetor das vinhas e do vinho, é um deus ligado à boêmia e à festa. Ele também é visto como o protetor da fertilidade e do teatro. Na Grécia Antiga, os cultos a Dionísio eram regados a muito vinho, erotismo e fantasias. Ele é o deus de tudo o que é perigoso, incerto e tentador”.

Espera aí, tem algo de predestinado no nome de nosso amigo e fornecedor?

Esta certo que protege nosso vinho, gela nossa cerveja e tempera nossos drinks, também é certo que em seu templo, quase sempre, urge a boêmia e a festa. Quanto à fertilidade até onde sei limita-se à venda de catuaba e amendoim.

Não é nosso deus, mas nosso amigo e protetor de situações perigosas, incertezas e tentações.

Dionísio, o dono do bar não o deus, fez nesta semana 67 anos. É um descendente de poloneses, meia altura, cabeça raspada, sandália no pé no mais frio do inverno, boné na cabeça, bom apetite e muito ativo. Essas são característica físicas que descrevo aqui por simples informação e que, no fundo, não tem a menor importância. Afinal o tema a que me debruço neste texto vai muito além das aparências, quero falar de amizade.

Há mais de 30 anos Dionísio, Elizabete e Ademir “tocam” o nosso templo (para alguns inclusive o tempo), quando fui pela primeira vez ao bar, lá se vão mais de 20 anos, encontrei conversa franca e hospitalidade e fiz essas amizades que cultivo até hoje.

Dionísio, nosso amigo, não o deus, conservador, correto, coração enorme, que se preocupa quando um frequentador vai embora com umas a mais na cabeça, que se recusa a vender mais para quem já passou do ponto, que tem surdes seletiva e não ouve provocações, que também não se furta a dar broncas duras em mal comportados, que faz um hambúrguer artesanal de primeiríssima, espetinhos muito bem temperados e com alguma frequência às suas expensas língua de boi ao vinagrete que comemos até não aguentar mais.

Dionísio, não o deus e sim o barman, recolhe e guarda nossos pertences quando distraídos ou embriagados os esquecemos no salão, eu tenho o guarda chuvas mais longevo comigo, que já se hospedou dezenas de vezes na casa. Ele também nos agrega e nesse bar criamos novos amigos. Amigos que se importam e que são mais que meros conhecidos de bebedeiras, que vão nas nossas casas, que conhecem nossos filhos, que nos chamam pelo nome lá do palco em pleno show.

Por essas e outras é que peço ao Dionísio, o deus não o botequeiro, que proteja nosso templo e seus fiéis frequentadores.

Watson

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