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A EDUCAÇÃO É PÚBLICA E SEMPRE SERÁ PÚBLICA

Manifestantes ocupam prédio da ALEP e sessão para votar mudanças nas escolas será remota



O que é o projeto Parceiro da Escola?

O Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), está lançando o projeto "Parceiro da Escola" a partir de 2025. Esta iniciativa visa otimizar a gestão administrativa e de infraestrutura das escolas através de parcerias com instituições especializadas em gestão educacional. O objetivo é permitir que diretores e gestores se concentrem mais na qualidade educacional, desenvolvendo metodologias pedagógicas, treinando professores e acompanhando o progresso dos alunos.

Foto: Geovane Barreiro - Nosso Dia


Como Funciona?

Aproximadamente 200 escolas passarão por um processo de votação. Todos participam: professores, pais e alunos vão escolher se querem ou não o novo modelo. Os colégios considerados elegíveis para receber o programa Parceiros na Escola foram selecionados por suas necessidades de aprimoramento pedagógico. As instituições parceiras serão escolhidas por meio de um processo licitatório público, garantindo transparência e eficiência. Nas escolas participantes, os professores e funcionários efetivos continuarão em suas posições, enquanto as demais vagas serão preenchidas pelas instituições parceiras, em regime CLT e com salários equivalentes aos praticados pelo estado.

1.Educação Pública e Gratuita Garantida

Não há privatização, o ensino continuará universal e gratuito.

Gestão Eficiente e de Qualidade

Parceria melhora a administração escolar sem aumentar os custos.

Autonomia Pedagógica Preservada

Diretores e Secretaria de Educação continuam no comando do projeto pedagógico.

Foco no Ensino

Empresas parceiras cuidam da limpeza, merenda, manutenção e segurança, deixando diretores focados no ensino.

Valorização dos Professores

Professores temporários(PSS) terão as condições de trabalho melhoradas, com a possibilidade de contratos em regime CLT.

Foco nas Escolas que mais Precisam

Parceria focada em somente 10% das escolas estaduais. As que possuem potencial de crescimento.

7.Escolha Democrática

Pais e professores decidem sobre a adoção, ou não, do projeto e avaliam seu progresso e continuidade.

Sucesso Comprovado

Índices de aprovação em mais de 90% nas escolas onde o modelo já foi testado.

Infraestrutura Revitalizada

Melhoria significativa nas instalações escolares, garantindo um ambiente mais seguro e agradável para todos.

Modelo Testado e Aprovado em Países Desenvolvidos

Canadá, Coreia do Sul, Inglaterra e outros países líderes em educação pública utilizam sistemas semelhantes.


TUDO TEM O OUTRO LADO


Projeto Parceiro da Escola só trouxe retrocessos nas duas escolas em que foi implantado


Promessas de estabilidade no emprego e possibilidade de altos salários motivaram professores(as) PSS da rede pública estadual a aderir ao projeto Parceiro da Escola em 2022. No final do ano seguinte, eles(as) perceberam que haviam caído no conto do vigário, após serem demitidos sem justificativa.



Foto: ALEP

Agora o governo Ratinho Jr tenta expandir o programa Parceiro da Escola, fazendo aprovar na Assembleia Legislativa projeto de lei para implantá-lo em 200 escolas, inicialmente. A APP se posiciona contrariamente ao projeto, que transfere recursos públicos para empresas sem qualquer possibilidade de controle sobre sua aplicação.


Decepções

Depois da aprovação do projeto no Aníbal Khury começaram as decepções. “As empresas, que vieram de fora, de São Paulo e Minas Gerais, trouxeram professores de lá. Então comecei a perceber que ter esses professores atuando na escola era contrário ao que haviam prometido para nós, que teríamos aulas garantidas”, recorda o Professor PSS Edson Mosko.


De fato, depois que a empresa assumiu a gestão da escola, não houve aula disponível para Mosko. Ele foi transferido para outra escola em que o modelo foi aprovado, o Colégio Estadual Anita Canet, em São José dos Pinhais.


Em pouco tempo no Anita Canet, Mosko já pode perceber os retrocessos no modelo anunciado como inovador. A hora-atividade, fundamental para a qualidade do ensino e aprendizagem, foi reduzida drasticamente. “A cada oito aulas dadas você tem uma hora-atividade, diferente do PSS, em que a cada três aulas você tem uma hora atividade”, relata Mosko.


Outro retrocesso é a contratação de tutores(as) para atuar como professor(a) em sala de aula. “Eles pagam bem menos para um monitor, em torno de R$ 1,3 mil. Com isso estão deixando de pagar para um professor formado. E pasmem: a maioria desses monitores ainda está estudando, ou seja, seriam estagiários, mas atuam como professores em sala de aula”, denuncia.


Demissão

Como havia acontecido no Aníbal Khury, a vinda de professores de São Paulo e Minas Gerais tornou inviável a permanência de PSS no Anita Canet. “Criaram-se as panelas de quem veio através da indicação da direção da escola e da empresa. Vieram amigos, ex-alunos, veio gente que não tinha formação para atuar como professor”, afirma Mosko. 


“A empresa começou a trazer gente de fora também para o Anita Canet. Tem o caso de um casal que veio, a professora é formada, mas o noivo não era, depois eles acabaram casando, mas ele não tinha a formação para o conteúdo no qual contrataram ele”, exemplifica. 


Os(as) professores(as) que antes atuavam como PSS começaram a receber solicitações descabidas, como alterar notas e abonar faltas de alunos. Os que não concordaram com isso passaram a ser mal vistos pela empresa que os contratou. 


“Quando chegou o final do ano houve uma demissão em massa, principalmente desses que não concordaram com as demandas de, por exemplo, tirar as faltas de aluno no final do ano, dar nota para aluno para que o colégio não ficasse com a nota lá embaixo. Isso foi algo que aconteceu comigo e com vários outros professores. Na calada da noite, dia 20 de dezembro, faltando poucos dias para o Natal, fomos demitidos”, conta Mosko. 


Fonte:

AEN

APP Sindicato

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